Os caminhos nos levam até dimensões
que ecoam gritos,dores,prazeres
Corredores frios sem um fim presente,ausente frequente
estou muito, muito preso
O sol brilha intensamente
penetrando cada vez mais em nosso meio
me seca arde queima
Continuo com meus pés descalços
estou muito , muito preso
Quando vi em minha frente o reflexo do meu passado
tudo pareceu mais transparente claro e limpo
continuo preso, muito preso
As praças suburbanas concentram cada vez mais
a displiscente omissão do homem
Os caminhos cada vez mais perdem a vida
soterrados no concreto
as pessoas cada vez mais se perseguem
por razões que a evolução as condiciona
Estou muito , muito preso
Volto ao meio das cinzas
que cobrem as pétalas murchas, esmagadas e frias
pelo decadente amontoado de idéias fechadas
Estou preso , muito preso ...
Sergio Mossmann
Sergio Mossmann

Olá Sérgio, tou surpreso e feliz, pois a blogsfera é assim, a cada clic, a cada blog que passa/entra em nossas vidas...Grata surpresa encontrar teus escritos. Confesso que fiquei meio sem fôlego, é um poema um tanto complexo, nada que não se entenda, mas é forte, as palavras, as palavras de que tanto gosto, estão a fazer festa neste post, a idéias e imagens que construiu nas leituras que fiz, é muito legal...entre tantas frases, destaco esta: 'Quando vi em minha frente o reflexo do meu passado, tudo pareceu mais transparente claro e limpo...estou preso, muito preso'; ou esta: 'Volto ao meio das cinzas que cobrem as pétalas murchas, esmagadas e frias', genial, beira o punk, é quase uma frase melódica (digamos baixo, guitarra, bateria e uma garota no vocal). Divaguei, né?
ResponderExcluirps. Demais, tou gostando de descobrir teu blog, teus escritos.
ps. Um grande abraço.